Cartilha do Voluntário

O que é Voluntariado

 

A importância do trabalho de cada voluntário

Nos bairros e comunidades, nos grupos de auto-ajuda e nos clubes, nas igrejas, nas associações culturais e esportivas, nas instituições sociais e nas empresas, um número imenso de pessoas ajudam umas às outras e ajudam a quem está em situação mais difícil.

O serviço voluntário é uma das formas mais transformadoras de participação cidadã em nossa sociedade atual, pois é o meio com que todo cidadão, independente de escolaridade, religião, cor, condição financeira ou física, pode fazer a diferença no meio em que vive.

Ao assumir a atitude de ser voluntário, você estará participando, de forma efetiva, da luta por uma sociedade melhor, com menos injustiça, menos violência e menos desigualdade. Ou seja, você estará ajudando a quem precisa e ao mesmo tempo em que contribui com a construção de um lugar muito melhor para você, sua família e seu amigo viverem.

Voluntário é um “…ator social e um agente de transformação, que presta serviços não remunerados em benefício da comunidade doando seu tempo e conhecimentos, realiza um serviço gerado pela energia de seu impulso solidário, atendendo tanto às necessidades do

próximo ou aos imperativos de uma causa, como às suas próprias motivações pessoais, sejam estas de caráter religioso, cultural, filosófico, político ou emocional”.

“O voluntário é o jovem ou o adulto que, devido ao seu interesse pessoal e ao seu espírito cívico, dedica parte de seu tempo, sem remuneração alguma, a diversas formas de atividades, organizadas ou não, de bem-estar social ou outros campos…”

SOBRE VOLUNTARIADO

Voluntariado é uma relação humana, rica e solidária.

Não é uma atividade fria, racional e impessoal. É relação de pessoa a pessoa, oportunidade de se fazer amigos, viver novas experiências, conhecer outras realidades.

Trabalho voluntário é uma via de mão dupla.

O voluntário doa sua energia e criatividade, mas ganha em troca contato humano, convivência com pessoas diferentes, oportunidade de aprender coisas novas, satisfação de se sentir útil.

Voluntariado é escolha.

Não há hierarquia de prioridades. As formas de ação são tão variadas quanto às necessidades da comunidade e a criatividade do voluntário.

Cada um é voluntário ao seu modo.

Não há fórmulas nem modelos a serem seguidos. Alguns voluntários são capazes, por si mesmos, de olhar em volta, arregaçar as mangas e agir. Outros preferem atuar em grupo, juntando os vizinhos, amigos ou colegas de trabalho. Por vezes é uma instituição inteira que se mobiliza, seja ela uma entidade beneficente, um clube de serviços, uma igreja ou uma empresa.

VOLUNTARIADO É COMPROMISSO

Cada um contribui na medida de suas possibilidades, mas cada compromisso assumido é para ser cumprido. Alguns têm mais tempo livre, outros só dispõem de algumas poucas horas por semana. Há pessoas que sabem exatamente “onde” ou “com quem” querem trabalhar, enquanto outras estão prontas a ajudar no que for preciso, onde a necessidade for mais urgente. Por isso, escolha um serviço que una a necessidade com suas habilidades e gosto pessoal.

A ação voluntária contribui para ajudar pessoas em dificuldade, resolver problemas, melhorar a qualidade de vida da comunidade.

Voluntariado é uma ferramenta de inclusão social.

Todos têm o direito de serem voluntários. As energias, recursos e competências de crianças, jovens, pessoas portadoras de deficiência, idosos e aposentados podem e devem ser mobilizadas.

Voluntariado é um hábito do coração e uma virtude cívica.
É algo que vem de dentro da gente e faz bem aos outros. No voluntariado todos ganham: o voluntário, aquele com quem o voluntário trabalha, a comunidade.

QUEM É VOLUNTÁRIO

O trabalho voluntário não é algo que fazemos por imposição de alguém. É um compromisso livremente assumido.

Ao doar sua energia e sua generosidade, o voluntário está respondendo a um impulso humano básico: o desejo de ajudar, de colaborar, de compartir alegrias, de aliviar sofrimentos, de melhorar a qualidade da vida em comum. Compaixão e solidariedade, altruísmo e responsabilidade são sentimentos profundamente humanos e são também virtudes cívicas.

Ao nos preocuparmos com a sorte dos outros, ao nos mobilizarmos por causas de interesse social e comunitário, estabelecemos laços de solidariedade e confiança mútua que nos protegem a todos em tempos de crise, que tornam a sociedade mais unida e fazem de cada um de nós um ser humano melhor.

Os motivos que levam as pessoas a realizarem ações voluntárias dependem da história de vida e das expectativas de cada uma. Pode ser uma forma de encarar a vida; de perceber as necessidades dos outros; de entender seu papel na comunidade e partir para a ação; de adquirir experiência profissional etc.

PARTINDO PARA A AÇÃO

Bom! Você já sabe que primeiro é preciso conhecer-se, para enxergar suas qualidades e habilidades.

Agora, olhe à sua volta, associe o que você pode fazer ao que você deseja mudar e mãos à obra!

A sua participação é muito importante!

Seja qual for a sua motivação, o importante é que você tenha consciência dos seus “reais” motivos, pois isto trará bons resultados para você e para o público ou causa em que você irá atuar como voluntário.

Isto porque você poderá, mais tarde, avaliar se todas as expectativas estão sendo atendidas. Tanto as suas como as da comunidade que lhe abriu as portas. Caso considere necessário, você terá liberdade para buscar uma outra área para desenvolver suas atividades voluntárias que atendam melhor aos seus anseios.

Os VALORES fundamentais do voluntariado dão significado à ação voluntária e representam o ideal de uma motivação consciente. São eles:

  • Respeito;
  • Ética;
  • Solidariedade;
  • Igualdade;
  • Justiça.

Esses valores se concretizam nas ATITUDES INCLUSIVAS, dentre as quais destacam-se:

  • Respeitar as diferenças culturais, religiosas, étnicas, sociais e de gênero;
  • Facilitar os processos de diálogo;
  • Ter iniciativa, cooperar e trabalhar em equipe;
  • Perceber a possibilidade de crescimento pessoal através do serviço voluntário;
  • Adquirir a capacitação necessária para o serviço voluntário.

Partindo do princípio de que ser voluntário é dedicar tempo e talento a uma causa social ou a um público que precise de ajuda, e que isto deve ser feito com compromisso, atendendo à expectativa de ação do voluntário, é importante conhecer os direitos e as responsabilidades desse gesto:

Todo voluntário tem DIREITO a:

  • Desempenhar uma tarefa que o valorize e seja um desafio para ampliar suas habilidades ou desenvolver outras;
  • Respeitar os termos acordados, quanto à sua dedicação, tempo doado etc.

Todo voluntário tem a RESPONSABILIDADE de:

  • Escolher cuidadosamente a área onde deseja atuar, conforme seus interesses, objetivos e habilidades pessoais, garantindo um bom trabalho;
  • Ser responsável no cumprimento dos compromissos assumidos como voluntário;
  • Só se comprometer com o que de fato puder fazer;
  • Respeitar as pessoas com as quais trabalha;
  • Trabalhar de forma integrada e coordenada com a entidade onde presta serviço;
  • Acolher de forma receptiva a coordenação e a supervisão de seu trabalho;
  • Tentar resolver imprevistos, além de informá-los aos responsáveis.

 

10 dicas sobre voluntariado

 

1. Todos podem ser voluntários

Não é só quem é especialista em alguma coisa que pode ser voluntário. Todas as pessoas tem capacidades, habilidades e dons. O que cada um faz bem pode fazer bem a alguém.

2. Voluntariado é uma relação humana, rica e solidária

Não é uma atividade fria, racional e impessoal. É relação de pessoa a pessoa, oportunidade de se fazer amigos, viver novas experiências, conhecer outras realidades.

3. Trabalho voluntário é uma via de mão dupla

O voluntário doa sua energia e criatividade mas ganha em troca contato humano, convivência com pessoas diferentes, oportunidade de aprender coisas novas, satisfação de se sentir útil.

4. Voluntariado é ação

Não é preciso pedir licença a ninguém antes de começar a agir. Quem quer, vai e faz.

5. Voluntariado é escolha

Não há hierarquia de prioridades. As formas de ação são tão variadas quanto as necessidades da comunidade e a criatividade do voluntário.

6. Cada um é voluntário a seu modo

Não há fórmulas nem modelos a serem seguidos. Alguns voluntários são capazes, por si mesmos, de olhar em volta, arregaçar as mangas e agir. Outros preferem atuar em grupo, juntando os vizinhos, amigos ou colegas de trabalho. Por vezes é uma instituição inteira que se mobiliza, seja ela um clube de serviços, uma igreja, uma entidade beneficente ou uma empresa.

7. Voluntariado é compromisso

Cada um contribui na medida de suas possibilidades, mas cada compromisso assumido é para ser cumprido. Uns têm mais tempo livre, outros só dispõem de algumas poucas horas por semana. Alguns sabem exatamente onde ou com quem querem trabalhar. Outros estão prontos a ajudar no que for preciso, onde a necessidade é mais urgente.

8. Voluntariado é uma ação duradoura e com qualidade

Sua função não é de tapar buracos e compensar carências. A ação voluntária contribui para ajudar pessoas em dificuldade, resolver problemas, melhorar a qualidade de vida da comunidade.

9. Voluntariado é uma ferramenta de inclusão social

Todos têm o direito de ser voluntários. As energias, recursos e competências de crianças, jovens, pessoas portadoras de deficiência, idosos e aposentados podem e devem ser mobilizadas.

10. Voluntariado é um hábito do coração e uma virtude cívica

É algo que vem de dentro da gente e faz bem aos outros. No voluntariado todos ganham: o voluntário, aquele com quem o voluntário trabalha, a comunidade.

Todos nós temos capacidades, habilidades e dons; sendo assim, não é preciso ser especialista em alguma área para ser voluntário. O que você “faz bem” pode ser usado para “fazer bem” a alguém ou a alguma causa.


Fazendo a diferença…

 

Era uma vez um escritor que morava numa praia tranqüila, junto a uma colônia de pescadores. Todas as manhãs ele passeava à beira-mar para se inspirar e de tarde ficava em casa, escrevendo.

Um dia, caminhando na praia, ele viu um vulto que parecia dançar. Quando chegou perto, era um jovem pegando na areia as estrelas-do-mar, uma por uma, e jogando novamente de volta ao oceano.

– Por que você está fazendo isto? – perguntou o escritor.

– Você não vê? – disse o jovem. – A maré está baixa e o sol está brilhando. Elas vão secar no sol e morrer, se ficarem na areia.

– Meu jovem, existem milhares de quilômetros de praia por esse mundo afora, e centenas de milhares de estrelas-do-mar, espalhadas pelas praias. Que diferença faz? Você joga umas poucas de volta ao oceano. A maioria vai perecer de qualquer forma.

O jovem pegou mais uma estrela na areia, jogou de volta ao oceano, olhou para o escritor e disse:

– Pra essa, eu fiz diferença.

Naquela noite o escritor não conseguiu dormir, nem sequer conseguiu escrever. De manhãzinha foi para a praia, reuniu-se ao jovem e juntos começaram a jogar estrelas-do-mar de volta ao oceano.

A Visão do Futuro, o Jovem e a Estrela-do-Mar – Aikidô das Sabedorias